Espionagem e computação em nuvem - Saiu na mídia! Correio Braziliense

É interessante notar como denúncias em torno de episódios envolvendo fraudes, vírus, hackers, bem como, a prática de espionagem têm se tornado recorrentes, e o Brasil não tem sido poupado deste tipo de ataque.



As recentes revelações do consultor de sistemas de computação, Edward Snowden, apontando a presidente Dilma e seus assessores como alvos da espionagem do governo norte-americano, e em seguida o sistema de dados da Petrobrás, causaram alvoroço ao governo e empresários brasileiros. Afinal, se as autoridades brasileiras não conseguem proteger os dados da mandatária do país, as demais autoridades, instituições e empresas, então, encontram-se totalmente vulneráveis.



O discurso feito pela presidente Dilma na abertura da última Assembléia Geral da ONU, no final de setembro, destacou a importância do direito à privacidade e a sua indignação da violação das informações. Visto que, a segurança da informação é um dos temas mais quentes de um mundo progressivamente eletrônico e conectado e que não existe qualquer respeito à soberania de um país, faz-se necessário investir em tecnologias que possam garantir o total sigilo dos documentos.



Paralelamente, a computação em nuvem é a tecnologia que vem se expandindo mais rapidamente, no contexto privado e governamental, por oferecer um conjunto de recursos virtuais de fácil utilização e, aliado à redução de custos, impulsiona as empresas a migrarem aos poucos para este novo modelo. Previsões do Gartner, renomado instituto internacional de pesquisa, indicam que uma em cada dez empresas estarão processando os recursos de segurança em cloud computing até 2015. De acordo com um estudo da Symantec, 90% das empresas mundiais e 80% das organizações brasileiras estão pelo menos discutindo sobre a adoção da nuvem. 



Os atuais acontecimentos de espionagem estão inerentes às novas tecnologias, e com isso geraram desconfianças sobre a segurança de armazenamento dos dados corporativos na nuvem, privacidade das informações, levando as indústrias entrarem num momento de reflexão da maturidade dos processos de governança para adoção de novas tecnologias.  Ainda mais quando o datacenter da solução em nuvem encontra-se localizado em outro país, como nos Estados Unidos, por exemplo. Segundo pesquisa publicada em julho deste ano pela organização Cloud Security Alliance, após as revelações de Snowden, 10% dos CIOs não residentes nos EUA cancelaram planos de utilizar serviços de provedores americanos de cloud, enquanto 56% declararam ter agora restrições para usar esses mesmos serviços.



Como a violabilidade da informação é um tema crítico e fundamental para as empresas avaliarem antes da tomada de decisão, o aprofundamento do assunto tem provocado aperfeiçoamentos no modelo e a criação de soluções alternativas. 



Especialistas da área apontam que a melhor maneira das empresas evitarem a vulnerabilidade das informações, é através da adoção de soluções que estejam totalmente sob o seu controle, como a implementação de nuvens privadas. Pesquisa global realizada pela HP aponta que, até 2016, 75% do fornecimento de TI corporativa será baseada em nuvem, sendo 39% em nuvem privada, 21% em nuvem gerenciada por terceiros e 15% em nuvem pública. Enquanto que, empresas privadas, já possuem uma cultura de centralização das informações facilitando a implementação de nuvens privadas; as instituições governamentais estão começando a repensar sob os aspectos de governança de regulamentações, qualidade do serviço, e demais variáveis que devem ser levadas em consideração para a sua unificação.



A tecnologia está evoluindo muito rápido, de forma exponencial, e a espionagem industrial sempre existiu e continuará a existir, independente dos conceitos morais e civis da sociedade. Então, é necessário refletirmos até que ponto vai ser possível consertar essa quebra de confiança em relação aos serviços na nuvem, e avaliar se é possível hospedar dados sigilosos neste ambiente de alta suscetibilidade à espionagem. Por enquanto, cabe a cada organização analisar os efeitos que estes ataques podem ocasionar em seus negócios e assim determinar as estratégias tecnológicas que deverão ser adotadas.



*Ricardo de Figueiredo Caldas - Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB e presidente da Telemikro - fornecedora de soluções e serviços para Gestão de Telecom.

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