Inovar é Preciso

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Inovação é essencial para a sobrevivência de qualquer empresa, independente de seu campo de atuação, pois possibilita um maior dinamismo, competitividade e lucratividade. Inovar é pensar no futuro.



Se a empresa não procura evoluir seus produtos e serviços buscando antecipar as reais necessidades do mercado, ela está destinada ao fracasso. Um dos setores que mais utiliza e prolifera a importância da inovação como aliada fundamental para o crescimento é o de Tecnologia da Informação.



Ano após ano, o segmento de TI procura proporcionar novas opções capazes de melhorar o desempenho dos produtos utilizados e dos serviços já prestados, bem como oferecer alternativas que possam otimizar o negócio das empresas. Como conseqüência deste despertar pela inovação, a tendência é que o mercado brasileiro de TI cresça consideravelmente nos próximos anos.



Para 2007, segundo a IDC, está previsto um crescimento de 15% em relação ao ano passado, o que representa cerca de R$ 18,6 bilhões – um aumento significativo, se comparado à previsão da China, 12%, e dos Estados Unidos, 7%. Apesar da previsão otimista na área de TI, para inovar, o mercado interno ainda necessita de maior apoio e incentivo do governo. Hoje, a inovação no Brasil é desenvolvida em sua maioria por grandes empresas, que utilizam seus próprios recursos para crescer.



E, mesmo com uma significativa participação na economia brasileira, as pequenas e médias empresas ainda apresentam dificuldades para inovar e competir no mercado globalizado. Já nos países emergentes a inovação é amplamente incentivada e difundida pelo governo que tem consciência que seu papel é essencial para o crescimento. A China, por exemplo, destina 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) para o desenvolvimento de pesquisas. Os Estados Unidos, Japão e Coréia destinam 2,60%, 3,15% e 1,31%, respectivamente.



O Brasil ainda está muito aquém das necessidades, tendo destinado em 2005, apenas 0,91% do PIB. Como tentativa de suprir a carência de inovação e de incrementar as ações realizadas por órgãos como o Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), FAPs (Fundações de Apoio à Pesquisa Estaduais) entre outros, foi sancionada em 2004 a Lei 10.973, que estabelece medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento industrial do Brasil.



De acordo com a Lei, o governo intensificará as ações de incentivo de criação de agências de fomento, ou seja, a criação de órgãos ou instituições de natureza pública ou privada que tenham entre os seus objetivos o financiamento de ações que visem a estimular e promover o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação. A Lei de Inovação ainda não trouxe resultados, mas deve diminuir a distância entre as universidades e o setor produtivo.



Enfim, inovar é a receita para o sucesso de qualquer empresa e a chave para o desenvolvimento de toda a nação. Por esse motivo, as empresas brasileiras de TI devem e precisam contar com o apoio governamental para desenvolver produtos e processos inovadores, contribuindo para o crescimento do país.



*Ricardo de Figueiredo Caldas é Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB e presidente da Telemikro - fornecedora de soluções estratégicas para gestão de conteúdo corporativo.

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